Capítulo: 17

1-2“Meu espírito está debilitado, meus dias estão esgotados, a sepultura está aberta à minha espera. Estás vendo esses zombadores que me cercam? Por quanto tempo ainda vou ter de suportá-los?

3-5“Ó Deus, preciso da tua ajuda! Preciso da tua garantia, pois és o único que podes fazer isso! Essa gente não ajuda em nada! Sabes quão insanos eles podem ser. Não os deixes sair como vencedores. Os que traem os próprios amigos ensinarão perversidade aos filhos.

6-8“Deus, tu me colocaste na boca do povo — e eles me cospem no rosto. Mal enxergo de tanto choro; sou apenas pele e osso. Os íntegros não conseguem acreditar no que veem, e os de bom coração estão convencidos de que desisti de Deus.

9“Mas quem tem princípios se mantém firme, e quem tem as mãos limpas ficará cada vez mais forte!

10-16“Vocês ainda querem falar alguma coisa? Querem fazer uma nova tentativa? Até agora não encontrei nem sombra de sabedoria nas suas palavras. Minha vida está prestes a acabar. Todos os meus planos estão arruinados, a chama da minha esperança está apagada. Dizem que a noite se transformará em dia, e que a alvorada está prestes a surgir. Mas, se tudo que espero é ir para o cemitério, se minha única esperança de conforto é o túmulo, Se vou apodrecer depois de enterrado, e os vermes serão meus únicos companheiros, Como vocês podem falar de esperança? Alguém vai me ajudar a encontrá-la? Não. A esperança será enterrada comigo, descansaremos juntos debaixo da terra!”