Capítulo: 29
AH, QUE SAUDADE

1-6Jó continuou: “Ah, que saudade dos bons e velhos tempos, quando Deus cuidava de mim! Ele sempre ia à frente com uma lâmpada, e eu andava na escuridão guiado por sua luz. Ah, que saudade dos anos dourados, quando a amizade de Deus agraciava meu lar, Quando o Poderoso ainda estava do meu lado, e meus filhos, todos em volta de mim, Quando tudo dava certo, e nada era tão sofrido!

7-20“Quando eu ia ao centro da cidade e me sentava com meus amigos na praça, Jovens e velhos me cumprimentavam com respeito; eu era honrado por todos na cidade. Quando eu falava, todos escutavam; até os líderes se calavam para me ouvir. Os que me conheciam falavam bem de mim; minha reputação ia à minha frente. Era conhecido por ajudar pessoas em dificuldades e apoiar os que estavam desanimados. O que estava prestes a morrer me abençoava, a viúva e os amigos se alegravam com a minha visita. Meu relacionamento com o povo era ótimo. Eu era conhecido por ser honesto e justo. Eu era os olhos do cego os pés do aleijado, Um pai para o necessitado e um defensor do estrangeiro injustiçado. Já agarrei ladrões pelo pescoço e os fiz devolver o que haviam roubado. Eu pensava: ‘Morrerei em paz na minha casa, agradecido por uma vida longa e bem vivida, Pois sou muito bem-sucedido e respeitado — e a honra se renova a cada dia. Minha alma será cheia de glória, e meu corpo saudável até o meu último dia.

21-25“Todos ouviam quando eu falava, esperavam ansiosos cada palavra minha. Depois, ficavam quietos e pensativos, para que em sua vida elas fizessem sentido. Recebiam meus conselhos e absorviam tudo, como o solo bebe a chuva da primavera. Quando eu sorria para eles, mal podiam acreditar: o rosto deles brilhava, os problemas sumiam! Eu era o líder deles, que lhes dava ânimo; em tudo, era um exemplo para todos! Para onde eu conduzisse, eles me seguiam”.